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Vaper e a saúde bucal: quais as consequências?

Viper são cigarros eletrônicos que funcionam por vaporização. Eles estão cada vez mais populares entre os jovens, mas como fica a saúde bucal?

Vaper e a saúde bucal: quais as consequências?

 

O uso do vape tem se tornado uma tendência mundial, especialmente entre os jovens e fumantes que desejam largar o vício. Uma das vantagens associadas ao hábito é que este seria uma alternativa menos danosa do que os cigarros comuns. Por outro lado, o que se pode dizer do vaper e saúde bucal?

 

A seguir, mostramos as consequências que esse novo hábito pode ter para a boca. Confira:

 

O que é o vaper?

São cigarros eletrônicos que funcionam por vaporização. Em cada cigarro, há um líquido que, ao ser aquecido, produz o vapor que o usuário exala. Os fabricantes afirmam que os vapers são menos prejudiciais que os cigarros usuais, mas a comunidade médica contesta com dados sobre possíveis malefícios ao pulmão. 

 

Vaper e saúde bucal: quais as consequências?

Alguns especialistas apontam que vaper e saúde bucal não andam juntos. Como o vape contém nicotina, o seu uso pode prejudicar os dentes e as gengivas. Um dos riscos é o de retração gengival, que é motivada pela redução do fluxo sanguíneo causada pela nicotina, o que deixa as gengivas sem os nutrientes necessários e o tecido danificado. 

 

Com relação aos dentes, o uso do cigarro eletrônico pode causar bruxismo. Como a nicotina é um estimulante muscular, os dentes podem ranger, o que prejudica a mandíbula e o esmalte dental. Na boca, com a redução da produção de saliva pela nicotina, as bactérias perigosas podem se proliferar e causar cárie e mau hálito. 

 

O que as pesquisas científicas dizem a respeito?

Um artigo publicado na iScience (em inglês) em fevereiro de 2020 analisou os micróbios orais de usuários de vape e como isso influenciava seu sistema imunológico em relação aos não-fumantes ou fumantes de tabaco. Uma das conclusões que a pesquisa chegou foi a de que os vapers aceleram infecções bacterianas orais. 

 

Na Universidade Laval, em Quebec, outro estudo foi conduzido para analisar os efeitos do cigarro eletrônico a nível celular. O resultado foi que os cientistas perceberam que as células epiteliais do tecido gengival expostas ao vapor do produto morreram em grande parte após alguns dias. A descoberta se torna importante quando lembramos que o epitélio bucal é um dos responsáveis por evitar a infecção microbiana. 

 

Para quem é usuário de cigarros eletrônicos e não consegue deixar o hábito, a recomendação é ter ainda mais atenção com a higiene oral. É importante passar o fio dental, escovar os dentes após as refeições e consultar o dentista pelo menos duas vezes ao ano.

 

Além da relação vaper e saúde bucal, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, alerta que, apesar de serem menos tóxicos do que os cigarros convencionais, não quer dizer que os vapers sejam inofensivos. Em 2019, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA alertou a população a não comprar o vaper de lugares não credenciados para evitar problemas respiratórios. 

 

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu que os hospitais notificassem casos relativos ao uso de vaporizadores. Os cientistas continuam estudando para verificar se eles podem ser letais às pessoas. 

 

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